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GGR do Brasil ultrapassou US$ 3,2 bilhões no primeiro semestre, de acordo com dados da SPA

| By Kyle Goldsmith
A SPA continuará a divulgar dados, e seu diretor, Regis Dudena, espera que essas informações ajudem a orientar futuras decisões regulatórias.
Brasil dados SPA

As apostas e a GGR do iGaming atingiram R$ 17,4 bilhões (US$ 3,2 bilhões) no Brasil nos primeiros seis meses do mercado licenciado, segundo novos dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).

O mercado online no Brasil estreou em 1º de janeiro, após seis meses em que os operadores solicitaram licenças e cumpriram todas as rigorosas regulamentações relacionadas ao lançamento.

O que demonstram os dados do primeiro semestre da SPA?

Em sua primeira atualização sobre o desempenho do mercado, publicada na terça-feira, a SPA informou que 17,7 milhões de brasileiros apostaram com operadores licenciados durante os primeiros seis meses, sendo 71% deles homens e 28,9% mulheres.

As apostas eram mais comuns entre pessoas com idades entre 31 e 40 anos (27,8% do número total de apostadores). As faixas etárias de 18 a 25 anos (22,4%) e de 25 a 30 anos (22,2%) ficaram em segundo e terceiro lugar, enquanto apenas 2,1% dos apostadores tinham entre 61 e 70 anos.

As apostas, realizadas com 78 operadores licenciados através de suas 182 marcas autorizadas, totalizaram R$ 17,4 bilhões (US$ 3,2 bilhões) no primeiro semestre, com um gasto médio mensal por apostador ativo de cerca de R$ 164 por mês.

Em julho, a Receita Federal informou que arrecadou R$ 3,8 bilhões em impostos sobre jogos de azar durante o primeiro semestre, enquanto a SPA arrecadou cerca de R$ 2,2 bilhões em taxas de licença, além de aproximadamente R$ 50 milhões em taxas de inspeção.

A SPA afirmou que continuará a publicar dados frequentes sobre o desempenho do mercado.

O chefe da SPA, Regis Dudena, disse: “Nosso objetivo é, a partir de agora, divulgar periodicamente as atividades da SPA e a evolução do mercado de apostas com odds fixas no Brasil, cumprindo o compromisso deste governo com a transparência e, acima de tudo, prestando contas à sociedade sobre as responsabilidades dos atores estatais e privados.”

Os dados apoiam a regulamentação

O otimismo inicial em relação ao desempenho do mercado regulado do Brasil foi um pouco atenuado pelas mudanças regulatórias propostas.

Novas restrições à publicidade, como as relativas a bacias hidrográficas, estão atualmente em tramitação no parlamento, enquanto um aumento preliminar dos impostos sobre jogos de azar aguarda votação pelo Congresso, que está decidindo se tornará a política permanente.

Muitos no setor alertaram que essas mudanças irão impulsionar o mercado negro e estão pedindo que os dados sejam utilizados para avaliar de forma mais eficaz os danos que elas podem causar.

Regis concordou com essas ideias, afirmando que relatórios como o de terça-feira são “cruciais” quando se trata de possíveis alterações nos regulamentos.

“Isso dá dados concretos sobre ações regulatórias, abordando temas como supervisão e controle, bem como números iniciais que refletem a realidade, não apenas estimativas”, disse Regis.

“A partir de agora, o debate sobre o mercado de apostas com odds fixas no Brasil poderá ser conduzido com elementos ainda mais sólidos, permitindo-nos avançar com uma regulamentação baseada em evidências.”

SPA destaca avanço do mercado ilegal no Brasil

Os dados da SPA também possibilitaram uma atualização sobre os esforços do estado para erradicar o mercado ilegal. Muitos acreditam que essa é a principal questão para os operadores regulamentados. O diretor-geral da H2 Gambling Capital, Ed Birkin, estima que cerca de 30% do mercado brasileiro de apostas ocorra atualmente no exterior.

Desde outubro de 2024, 15.463 sites ilegais foram retirados do ar pela Agência Nacional de Telecomunicações, que foi encarregada pela SPA de remover sites de operadores do mercado negro.

A própria SPA realizou 66 inspeções envolvendo 93 empresas, com 35 desses casos resultando em sanções ao longo do primeiro semestre.

Além disso, a SPA observou que 24 instituições financeiras fizeram 277 denúncias de atividades suspeitas ao regulador sobre transações ilegais de apostas, com 255 contas bancárias encerradas. Estas pertenciam a pessoas físicas e jurídicas que se acredita estarem envolvidas em apostas fora do território brasileiro.

A SPA também solicitou informações a 13 instituições de pagamento sobre contas suspeitas, o que resultou no encerramento de 45 contas de empresas.

Foram feitos mais avanços na publicidade ao jogo ilegal, com 120 casos concluídos, o que levou à remoção de 112 páginas de influenciadores e 146 publicações nas redes sociais.

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