Senador brasileiro afirma que a legalização dos cassinos físicos pode contribuir com US$ 3,7 bilhões aos cofres públicos
Senador Irajá insiste na legalização dos cassinos físicos no Brasil, afirmando que a iniciativa pode gerar R$ 20 bilhões (US$ 3,7 bilhões) em impostos.
Apesar do lançamento da regulamentação das apostas esportivas virtuais em 1º de janeiro deste ano, as apostas em ambientes físicos seguem ilegais.
Isso se dá apesar da aprovação pela Comissão de Justiça e Cidadania do PL 2.234/2022, que inclui cassinos físicos, bingos, jogo do bicho e apostas em corridas de cavalo.
A votação no Senado foi adiada em diversas ocasiões, sendo a mais recente em julho. Todavia, Irajá alimenta a esperança de que a legalização dos jogos em ambientes físicos chegue o quanto antes para colher a recompensa financeira.
“Sem dúvida, essa discussão se trata de uma agenda econômica e social, não apenas de diversão para o país,” disse Irajá ao jornal ND Mais. “Criaremos um novo ambiente de negócios no Brasil, que gerará mais de um milhão de novos empregos ao povo brasileiro.
Apenas em impostos, a estimativa é arrecadar pelo menos R$ 20 bilhões e esses recursos serão usados para beneficiar a população, divididos entre os estados, cidades, saúde, educação e segurança pública brasileiras”.
Será que o turismo dobrar com a legalização dos cassinos em terra?
Para além dos impostos e criação de empregos, Irajá citou a melhoria do setor de turismo brasileiro, cujo desempenho tem sido insuficiente, como motivo para legalizar as apostas em ambientes físicos.
Em 2023, o Brasil recebeu em torno de seis milhões de turistas. Por outro lado, a República Dominicana recebeu mais de 10 milhões de turistas, apesar de ser 175 vezes menor que o Brasil.
“Estamos falando de um assunto que impulsionará o turismo brasileiro, que é o que vem acontecendo no mundo inteiro,” continuou Irajá.
“Os países que legalizaram as apostas responsáveis dobraram o fluxo de turistas em apenas cinco anos. Enquanto isso, o Brasil observa todos os turistas da Europa, Ásia e Estados Unidos visitando a Argentina, o Chile e o Uruguai, mas sem vir ao Brasil para gerar riquezas, circular recursos dentro do nosso país e gerar divisas”.
Irajá também declarou que os jogos em ambientes físicos, apesar de ainda não serem legalizados, já estão espalhados pelo Brasil.
“A grande verdade é o bingo, cassinos e jogo no bicho, que são atividades da cultura brasileira, já operam fora da lei, operando em quase todas as cidades do Brasil, nas capitais, ou seja, nas esquinas,” explicou Irajá.
“E o governo não arrecada, o povo brasileiro não arrecada um centavo de impostos, o governo não monitora e que não conseguem proteger os cidadãos desse jogo que chamo de jogos de azar”.